A avaliação nacional de 2020 estimou 120,3 milhões de hectares com desertificação ou degradação, em intensidades diferentes.
Uma crise ecológica e humana
Na Mongólia, a estepe é simultaneamente habitat, infraestrutura alimentar e base de uma cultura pastoril. Quando o solo perde cobertura e a água se torna mais irregular, o impacto passa das plantas aos animais, ao rendimento familiar e à segurança alimentar.
O aumento da temperatura média anual e a redução da precipitação favorecem aridez e extremos.
Do clima ao prato
Capacidade ecológica excedida
O Plano Nacional de Adaptação regista deterioração da composição vegetal em quase 70% das pastagens avaliadas. Em 2019, a densidade média de gado excedia o nível indicado para sustentabilidade ecológica.
Um extremo composto
O dzud combina condições que impedem o acesso ao pasto durante o inverno. Em 2023–2024 morreram 8,1 milhões de animais; até julho de 2024, o PIB agrícola tinha recuado 27%.
Perder animais é perder rendimento
A pecuária sustenta grande parte das famílias rurais. Choques repetidos podem reduzir rendimento, aumentar pobreza e tornar mais difícil recuperar rebanhos e pastagens.
Mais do que plantar árvores
O restauro duradouro combina gestão adaptativa do pastoreio, proteção do solo e da água, monitorização, preparação para a seca e participação das comunidades pastoris.
Restaurar sem simplificar
A COP17 decorre de 17 a 28 de agosto de 2026, durante o Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores. A conferência coloca no centro a resiliência à seca, o restauro de terras e a gestão sustentável das pastagens.